E o tema, ao menos esta semana, das minhas postagens, e dos meus pensamentos, é a rivalidade entre homem e mulher. Rivalidade, nada. São as diferenças entre os sexos. Pois que fique claro que refiro-me às diferenças entre as pessoas, e não aos gêneros, acima de tudo. Toda vez que digo homem e mulher, metaforizem. Masculino e feminino, e não xy e xx. Toda vez.
Pois eis que dado o dia da mulher, ou o mês das mulheres, como dizem; ou seja lá o quer for, há coisas corriqueiras que me fazem pensar. Fico feliz com meu excesso de pensamentos, mas necessito escrever, e depois sinto vontade de publicá-los, porque sou é leitora, e não escritora, e por isso quero ler - comentários.
Bem. Mas estou me desviando do assunto. O fato é que homens e mulheres (metaforizem!) são coisas muito diferentes. Sabemos que mulheres são chatas, vide post anterior. Mulheres são muito chatas, na verdade. É claro que algumas são insuportáveis, mas em pelo menos algum nível de chatice, todas nós nos encaixamos. A gente precisa que o outro olhe, que o outro fale, que o outro falhe! Sim, pois gostamos de apontar os erros alheios. Sério, isso é delicioso. Não é?
Aí acontece que eu nunca sei como as coisas funcionam. Máquinas são incógnitas (muito mais misteriosas do que os x e y como genes sexuais), equações de segundo grau. Computadores são logaritmos. Logaritmos são grego. Grego é presente que a gente não quer ganhar. Coisas que parecem óbvias e idiotas, não me são. Até que alguém me explique. Aí concordo que é óbvio e nunca mais me esqueço. Não estou dizendo que sou/somos (sim, mocinhas, autorizo-me a falar em nome de todas vocês) burras. Burrice é quando você poderia perceber algo, e não percebe. Estou dizendo: não posso perceber algumas coisas. Sei que isso irrita a alguns, e não desmereço a irritação que causo.
Presto atenção em várias coisas ao mesmo tempo. O que não quer dizer que sou distraída, mas apenas que posso funcionar no modo off. Sei me desligar e continuar indo. Sei que faço isso demasiadamente, mas é só assim que eu suporto a vida. E não é que eu não goste da vida e por isso precise fugir, é que a vida, é, para mim, justamente um certo modo de fuga. É quando não estou, que mais sou. É quando voo que mais existo. É quando vou, que mais fico. É quando menos respiro, que mais viva estou.
Eu sei que isso te irrita. E como eu disse, não tiro o mérito de sua irritação. Mas não fique bravo, não me ame menos por isso, não me deixe chateada. Talvez eu lhe peça demais, mas ao modo Chaves, peço-lhe: tenha paciência comigo. É uma das “chaves” de minha alma. Porque o coração é só mais um pedaço do corpo. E este você já tem.
*imagem: deviantART




