Eu te quero e não sei por que isso acontece. Já quis saber, já vasculhei minhas células em busca de uma resposta, já entrei na tua alma buscando um sentido. Quase achei o motivo, olha só que perigo isso. Acho que a gente só pode amar porque não sabe. E eu quase enforco meu amor por você nessa busca desenfreada. Por sorte ou porque eu não quis mesmo, não achei o porquê do meu amor. Agora desisti de querer saber. Ou assumi que não quero saber. Não me interessa racionalizar, não interessa me defender. Pensar é se defender da vida. E eu mandei todas as minhas defesas pro beleléu. (Eu ia dizer que mandei todas as minhas defesas se foderem, mas daí pensei que tenho falado muitos palavrões. Uma vez eu nunca falava palavrão, agora até os escrevo. Nem sei por que estou falando disso. Na verdade sei, é porque eu fico mudando o tempo todo, e acho que nessa, a minha forma de te amar também muda. E eu acho que isso é bom) Agora estou eu aqui, nua diante de você. Despida das minhas racionalizações, pura de desejos, verdadeira como nunca – exceto pelo fato de que finjo a coragem, quando morro de medo. Tsc. Não é isso. Eu sou mesmo uma mentirosa! Porque não finjo porra nenhuma. Eu estou toda corajosa e estou toda medrosa. (Não-toda) E ao mesmo tempo....Porque ser mulher é mais ou menos isso. Ser uma coisa e o contrário da coisa ao mesmo tempo. Ai, como isso é bom.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Ai, Ai
Menina brava, discutia em casa com mãe, pai, cachorro e abajur. Proclamou sua independência com mochila nas costas. Achava-se cheia de ideias marxistas, perdia-se na Mac, de maquiagem a Iphone. Tal como Eva, iniciou-se no pecado com uma maçã. (Pausa, pelamordedeus... gente, fomos expulsos do paraíso porque Eva comeu uma maçã. Imagina se fosse uma nhá benta?)
...continua lá http://4pecados.blogspot.com/2011/11/ai-ai.html
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
O tapa
Texto da semana pro blog 4 pecados.
"Embriagados da falta de palavras, o moço a sentou na cama. Ajoelhou-se em sua frente e ensaiou lhe beijar a boca. Ela, toda prosa, fez o seu melhor bico para esperar o beijo que não veio. Ele foi direto ao pescoço. Minha calcinha tá pegando fogo, pensava ela, que desconhecia a estranha sensação que é pra uma mulher sentir prazer. Azar do moço, vai se queimar."
domingo, 23 de outubro de 2011
O amor não é líquido, é plástico.
Desde a primeira fincada eu senti que não era normal. Não era sexo. Muito menos essa balela de amor. Era além descrição.
Minha boca molhada desejava a dele, humildemente, mas ele recusava. Deixava-me tonteada e sem sentido enquanto negava... Eu só queria um beijo, só queria arrancar um pedaço daqueles lábios, só queria sentir o gosto de sangue-chocolate que ele tinha... Mas o seu falso poder não me deixava saborear o corpo caprichado.
Sentia suas costas suadas, arrepiadas, quem sabe de tesão. Isso indicava que aquela seria a primeira - ou última - vez que ele fosse comer alguém. E por sorte ou infortúnio eu era escolhida para ser comida e desejada e fodida e amada e beijada por aquele homem.
Estou transando. Estou fodendo. Estou amando. Estou morrendo.
Quantos deuses são necessários para descrever o tesão que sinto quando o seu corpo inteiro toca o meu? Quantas almas morreram para me dar o sentido que sinto quando ele suavemente passeia com sua língua nos meus seios?
E ele me chupa. Cada pedaço do meu corpo parece ser gota d´agua num deserto putanhesco, onde só o desejo impera e domina. Sou sua escrava numa posição e noutra sou sua dona. Ele me chupa e eu imagino...
Numa ultima dose de sofreguidão imaginária, ele mexe os quadris, quando dentro de mim. Rebolava e ao mesmo tempo murmurava palavras que me destruíam... Cada mexida sua, era um orgasmo dançante ao som de ninfas.
Ele gozou, e eu pensava que sentia. Sentia a quentura doce e abençoada que vinha daquele ato de amor... Sentia os últimos vais e vens, como se a cada vai eu fosse violada sem futuro e a cada vem eu fosse amada incondicionalmente...
Neste final sobrou o silencio. Um silêncio doído e necessário que só os amantes sabem a necessidade. Ele não me ama, nem eu amo ele. Tanto amor em mim, e em você nada.
Ele sai de mim, deixando somente seu gosto amargo nas minhas gotas de suor - que só eu sinto. Eu relaxo e rezo. Rezo pelo desejo e pelo tesão de menina que ficou. Choro pelas lagrimas de prazer que quiçá ainda vão vir.
Sobrou somente uma realidade: Te acho tão amável, tão sexy, tão quente... mas a sua existência resume-se apenas a alguns reais trocados por um pedaço de borracha fria, comprada num sexshop qualquer. E, nem de perto você me dá o amor que necessito nesse mundo...
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