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sexta-feira, 21 de março de 2014

Quando eu não me sou é que eu mais me sou

Não importa pra onde eu vá, com quem eu divida a existência, o que eu viva...de um modo ou de outro
eu sempre retorno à minha solidão
à minha triste solidão
à solidão que é minha
nada me faz sentir que eu sou tão eu quanto a minha própria solidão.

Nada me faz sentir tão próxima de mim quanto estar comigo mesma
há um hiato entre quem sou e quem penso ser
eu moro nesse hiato
É aí que tenho notícias de mim

Posso ir pra Miami, Cancun, Paris, Antártida
posso nunca usar droga alguma
posso beirar a overdose de tanta droga

e sempre que pergunto a mim quem eu sou
encontro comigo mesma
e isso nunca é apaziguante

Eu sou o que sobrou de mim
isso não é legal
mas eu não queria que fosse de outro jeito.

5 comentários:

Kívia disse...

Amei! Tão eu tbbb...

Ellen F. (bat0mcomalcool) disse...

Gente, adorei aqui!

Nós, ilustres autores desconhecidos temos que nos apoiar, divulgar mais nossa arte hahahha...

Gostei bastante de sua escrita, estou seguindo!

inté mais :)

Ellen F.

www.faroestemanolo.com.br

:*

Graça Pereira disse...

Há uma solidão que nos alimenta e eu acredito que a tua seja essa...só assim se pode escrever palavras tão bonitas...Beijo
Graça

Nicole disse...

Interessante...

Naiane Julie disse...

Instigante.