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domingo, 14 de abril de 2013

Das coisas que só sei que existem porque são doídas.

Meu corpo é tecido de dias e bordado de noites.
Meus quereres são invernos disfarçados de verão.
Meus ouvidos pedem silêncio, meus olhos flertam com o escuro.
E fico achando que sou moça alegre.

O riso é meu disfarce.
A tranquilidade é minha roupa.
A resignação é meu acessório.
A paz é minha maquiagem.

Mas não me tire o riso,
não me tire o amor,
não me tire a maquiagem e nem a fome.
De vez em quando apenas me chame pelo nome.

Não posso esquecer de lembrar que não sei quem sou.

9 comentários:

Fernanda disse...

Muitas vezes é tudo que temos, não é mesmo? Pelo menos nesse dia, amanhã, não se sabe mais. Então vista-se com o melhor sorriso e vista seu coração do melhor vermelho bordô que houver, e saia, passeie por aí, porque se você está sabendo costurar, remendar, pintar e bordar suas cores, dores, sorrisos e avisos, é o que conta, Alícia. Um beijo grande, voltarei aqui pra ver o quanto anda tuas corturas e teus sorrisos.

Junior Gros disse...

Às vezes queremos justamente o que está em falta. Noutras, queremos que algo falte pela simples vontade de ter saudade.
ãs vezes não queremos ser nós mesmos. Noutras, apenas saber quem somos.

Nati disse...

A cada atitude espontânea que tomo, sem me importar com a opinião alheia, me encontro e descubro mais ainda quem eu sou. Beijos

Mundo de Nati
@meuamorpravoce

Poeta da Colina disse...

Precisamos do reflexo no espelho.

Jaqueline Silva disse...

Coisa doída ( com e sem acento)

Mente Hiperativa disse...

Alicia, você é dona de um irresistível charme, mostra-se incompreensível, hermética, e esse seu jeito encanta aqueles que têm espírito desbravador como eu. Sinto-me cheio de vontade de passear pela tua mente, pelas tuas ideias, cada postagem que leio é um convite a um deleite sem preço. E tolo daquele que tomar como meta o desejo de te entender por inteira, pois acabará frustrado; esperto será aquele que aprender a se divertir com suas viagens e pensamentos, pois você não foi feita pra ser compreendida, mas sim acompanhada nesses passeios tão fantásticos, repletos de elucubrações, ditos e não-ditos.

Bjo

Juh Martins disse...

Quanta verdade e intensidade nessas dores.
É delicioso sentir as dores dos teus escritos.
;)

Luísa disse...

vivemos de máscaras e maquiagens, escondendo rostos de dúvida...

Danelize Gomes disse...

Li doidas e não doídas, me identifiquei mais. Sempre adoro tua dança com as palavras, moça. :}